quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ANIVERSARIANTES DO DIA

BAIA DO BARRACO
MARCELO DE BEIJA
PATRÍCIA DE IZABEL DE CABÔCO
CIMARA
ALEXANDRA
JARLINHO
KAIO DE ZÉ GERALDO
RUAN RILLEY

ANIVERSARIANTES DO DIA 06 DE 12 DE 2011

GALEGA DE TOINHO DE LAURO
JAIANE E JOSEANE ( GÊMEAS )
KANANDA E KAILANE ( GÊMEAS )
INGRID KARINE
BETÃO  DE CÍCERO
ROSÂNGELA
JÚLIO CÉSAR

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ANIVERSARIANTES DO DIA

GILVÂNIA
CHICO TOXA
ÂNGELA
LUIZ
INGRID SAVANA
PRETO DE LADISLAU
ROBENILDA
JÚNIOR
MIKITA
CARA DE BÊBADO
JANE EMANUELA
RUAN ÍGOR
GEYSON

Transposição do São Francisco foi abandonada


Transposição do São Francisco foi abandonada
Cenário de propaganda eleitoral da presidente Dilma Rousseff e responsável por parte de sua expressiva votação recebida no Nordeste, a transposição do Rio São Francisco foi abandonada por construtoras e o trabalho feito começa a se perder. Na Paraíba obras foram iniciadas na cidade de São Jose de Piranhas, na Região do Sertão, com escavações de túneis.

Ex-presidente Lula visitou a cidade de São José de Piranhas antes de sair de terminar mandato.

O jornal Estadão percorreu alguns trechos da obra em Pernambuco na semana passada e encontrou estruturas de concreto estouradas e com rachaduras, vergalhões de aço abandonados e diversos trechos em que o concreto fica lado a lado com a terra seca do sertão nordestino.

O Ministério da Integração Nacional afirma que é de responsabilidade das empresas contratadas a conservação do que já foi feito e que caberá a elas refazer o que está se deteriorando.

Informa ainda que vai promover novas licitações em 2012 para as chamadas obras complementares, trechos em que a pasta e as empreiteiras não conseguiram chegar a um acordo sobre preço. Segundo o ministério, as obras estão paralisadas em 6 dos 14 lotes e em um deles o serviço ainda será licitado.


Redação com Blog Ricardo Noblat
postado por sao bento emfoco

Reservatórios de usinas no Norte ocuparão área 3 vezes maior que SP

O cálculo refere-se à capital paulista. A construção de usinas na região começa nos rios que formam o Tapajós.

Ciro Porto Rio Tapajós, PA


Amanhece na Floresta Amazônica. O sol, fonte de energia, clareia a vida. Em vários pontos da mata, outras fontes brotam da terra. A água surge tímida nas nascentes. Escorre morro abaixo. Devagar, vira riacho. Desliza em ribeirões. Há igarapés. Ressurge nos leitos. Irriga e abriga a vida nas mais diversas formas. Transforma-se em rios e mostra toda a força em corredeiras e cachoeiras. Flui. Mistura. A água é vida, mata a sede e refrigera a alma. E mesmo quando não nos lembramos dela, está bem presente em nosso dia. Afinal, se temos o conforto da energia elétrica para mexer no computador, como você agora, isso se deve, na maioria das vezes, à força da água que movimenta as turbinas nas usinas hidrelétricas.
Todo rio nasce pequeno, cresce e segue para o mar. Para se produzir energia, é preciso barrar essa sequência natural. O Rio Tapajós é um dos mais bonitos da região amazônica. No local, vai ser construída a usina de São Luiz, uma das 22 usinas previstas para região Norte até o ano de 2019. Represar rios com barragens pode trazer desenvolvimento, mas tem dois custos: um econômico e outro ecológico que ninguém consegue calcular. Só a construção desta usina vai alagar parte de uma reserva, o Parque Nacional da Amazônia.
A construção de usinas nessa região começa nos rios que formam o Tapajós. No Teles Pires estão previstas quatro. No Juruena, cinco. No Tapajós, três usinas: Jatobá, São Luiz e Chacorão. E no Rio Jamanxim, mais quatro. Os reservatórios dessas usinas, se somados, vão ocupar uma área de cerca de cinco mil quilômetros quadrados. Praticamente três vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
São áreas de proteção ambiental, de florestas e de dois parques nacionais. A 3 mil quilômetros do Parque Nacional da Amazônia, uma expedição se prepara em Pirassununga, interior de São Paulo. No Centro de Pesquisas e Conservação de Peixes Continentais, biólogos e outros pesquisadores do Instituto Chico Mendes têm uma difícil missão: procurar maneiras de minimizar o impacto ambiental que a construção de barragens vai causar. A expedição pega estrada ainda de madrugada. São quatro dias de viagem cruzando cinco estados. No Pará, araras azuis são o sinal da chegada à Rodovia Transamazônica, única estrada que dá acesso ao Parque Nacional da Amazônia. Estrada que será inundada em vários trechos com a construção da barragem.
“A nossa preocupação maior é ter que desviar o curso da Transamazônica e jogar mais para dentro do Parque, fazer uma nova abertura, nova destruição e novo desmatamento”, explica Maria Lúcia Carvalho, chefe do Parque Nacional da Amazônia.
Na base do parque termina a viagem e começa o trabalho. É preciso montar o acampamento e os laboratórios de pesquisa. Não demora e chega um helicóptero para dar reforço. O Parque Nacional da Amazônia é o terceiro maior do Brasil. De cima, é fácil entender por que o Tapajós tem fama de ser o mais bonito rio da Amazônia. Estamos no período mais seco e o rio revela diferentes belezas. Coleciona ilhas. As áreas de pedras formam centenas de cachoeiras e corredeiras. Cenários em constante mudança. Conforme o nível da água muda, o rio ganha nova aparência. As praias e bancos de areia produzem diferentes tons. Tudo isso com uma moldura especial: no lugar da mata ciliar, esse é um rio que se dá ao luxo de ter floresta ciliar de ambos os lados. Se não fossem os garimpos de ouro, a água não perderia nunca a cor esverdeada.
Sobrevoando o Parque Nacional, o verde se torna mais escuro e aumenta a variedade de tons. E a floresta que se perde de vista ainda guarda todas as árvores, algumas com mais de 40 metros de altura. Difícil saber qual olhar primeiro. Essa cobertura natural abriga milhares de espécies de bichos. Para conhecer alguns deles mais de perto, o Globo Repórter pousa o helicóptero na base do parque.
Enquanto o helicóptero segue para Itaituba para abastecer, vamos utilizar a Rodovia Transamazônica, que corta como uma grande cicatriz 170 quilômetros do Parque. Uma oportunidade para se perceber o equilíbrio e a harmonia da vida selvagem. Um ambiente perfeito e cheio de detalhes.
Um galho fino com pequenas raízes, pedaços de teias de aranha e algumas folhas secas: parece sujeira, mas, na verdade, é o resultado de dois dias de trabalho do que será o ninho do menor passarinho do Brasil. Ele é conhecido como caçula. Mede apenas 6,5 centímetros. É um exemplo de milhares de detalhes, frágeis, que quase ninguém percebe na Floresta Amazônica.
Para a nossa sorte, nem precisamos percorrer trilhas na mata. Encontramos um ninho às margens da Transamazônica, de onde foi possível acompanhar o passo a passo da construção. Não é uma obra de engenharia, não tem nenhum projeto, mas que engenheiro seria capaz de fazer algo tão engenhoso? Difícil acreditar que um passarinho tão pequeno já nasce sabendo escolher diversos materiais oferecidos pela floresta. E o caçula se mostra um trabalhador incansável. A cada viagem para dentro da mata e no bico vem algo diferente: às vezes, folhas maiores que ele. Outras coisas são tão pequenas que nem dá para saber o que são. Mas tudo tem alguma função: grudar, amarrar ou simplesmente enfeitar. De tão rápido, o passarinho lembra uma cigarra voando. Até o barulho das asas é semelhante. O vai e volta não para.
Ele junta tudo e dá forma ao ninho. Uma vez terminada a coleta e a fixação do material, o serviço de acabamento se restringe a abrir a câmara do ninho com o próprio corpo. Acompanhamos o trabalho do pequeno construtor por cinco manhãs. Assistimos bem de perto a mais um exemplo da perfeição da mãe natureza, que sempre oferece o que as diversas formas de vida precisam, tenham elas o tamanho que for. E, como se não bastasse esse presente que recebemos, a natureza nos deu outro - e dos grandes. Uma onça vinha pela Transamazônica justamente em nossa direção, enquanto estávamos filmando o ninho do caçula.
Nossa atenção muda de foco totalmente. A onça caminhou a passos calmos e firmes, como soberana da floresta. Mas, na estrada, soberanos são os caminhões, e o barulho de um deles faz o bicho parar. Em instantes, o maior felino do Brasil desaparece na mata. Em um mesmo dia, observar o menor passarinho do país e o maior predador da floresta é apenas uma mostra do quanto a Amazônia é sempre surpreendente

Construção de hidrelétrica vira pesadelo para quem vive do rio

Sem energia elétrica, diversas etnias indígenas viveram na Floresta Amazônicas por vários séculos. Ainda hoje existem várias aldeias às margens dos rios Juruena, Teles Pires e Tapajós.

Ciro Porto Floresta Amazônica, PA
 
Madrugada na Floresta Amazônica. Em um alagado, troncos secos parecem sem vida. Na verdade, abrigam uma espécie que pode ser considerada a mais brasileira das aves. Quando o dia ainda não é dia e a noite não se foi totalmente, decolam. Assim, as ararajubas iniciam o dia. Evitam os predadores diurnos e noturnos, no momento em que são mais lentas. E, em segundos, desaparecem pela floresta. Fora do período de reprodução, passam o dia inteiro na mata se alimentando.
O comandante Alberto Orlati Júnior, piloto do helicóptero, vai nos levar atrás delas. Com o fundo verde da floresta, é só procurar pelo contraste ideal. Uma hora de voo e nada. No momento do pouso, surpresa: um bando aparece e se divide. Em minutos, conseguimos a distância ideal. Podemos ter o prazer de voar lado a lado com a ave símbolo do Parque Nacional da Amazônia.
“Voar na região amazônica é sempre muito proveitoso, muito interessante, mas o ponto alto dessa missão toda foi ter a oportunidade de ter feito um voo em ala com a ararajuba. Isso foi muito gratificante”, conta Orlati.
Queremos agora vê-las mais de perto. A procura começa pela Transamazônica.
“Por trilha, no meio do mato, não achamos a ararajuba”, avisa Gilberto Nascimento da Silva, guia do parque. “Tem que ir observando, procurar alguma outra fruta além do murici. Elas se alimentam ao longo da rodovia, dentro do parque. É fácil observá-la nas árvores. Tem que esperar um pouco e contar com a sorte.”
As ararajubas parecem estar sempre de passagem. Mas a quem madruga Deus ajuda. Em uma árvore bem alta, um bando descansa. Ao sol, brilham como ouro. O amarelo da maior parte da plumagem se contrasta com algumas penas verdes. Não é à toa que é considerada tão brasileira. A ararajuba, ou guarouba, é considerada uma espécie vulnerável. Só é encontrada em uma faixa de floresta entre os estados do Pará e Maranhão.
O que mais chama a atenção nas ararajubas é o comportamento que têm com relação à segurança. Elas escolhem sempre ocos em troncos, de preferência em áreas alagadas, para construir o ninho e também dormir. É justamente na hora do pouso que revelam uma estratégia para evitar os possíveis predadores.
Abrimos uma picada na mata para chegar bem perto do dormitório delas. Os cinegrafistas José Ferreira e Pedro Santana se camuflam na mata. A tarde começa a cair. A família de ararajubas se aproxima, um casal e dois filhotões. E, assim como fazem quando decolam, só pousam no lusco fusco. No topo do tronco, uma delas fica como sentinela. O bando se aproxima e entra no tronco. Quando parecia que iam dormir, mudam para outro tronco. Só então se abrigam de vez. As cores, verde e amarelo, podem também simbolizar uma questão bem atual. O amarelo quase dourado, a energia; e o verde, a floresta.
Bem brasileiros também são os moradores da região. Gente que sempre viveu da floresta e do rio. A Vila Rayol é uma pequena comunidade onde vivem 40 pessoas de uma mesma família. Gente de vida simples. Moradores de casas de taipa. Gente que possui a própria escola para poucos alunos. Brasileiros que vivem sem energia elétrica até hoje, mas não trocam essa vida por outra.
“Aqui está bom para mim. Estou aqui há muito tempo”, reforça o pescador Sebastião dos Santos.
Para eles, a construção da usina de São Luiz é quase um pesadelo. “O medo da gente não é do rio secar, não é do rio em si. É de a gente ficar à toa”, teme o pescador Francisco Pires da Silva.
Sem energia elétrica, diversas etnias indígenas viveram nessa região por vários séculos. Ainda hoje existem várias aldeias às margens dos rios Juruena, Teles Pires e Tapajós.
“A gente está preocupado, porque a gente não tem para onde ir. É tudo tão fácil para nós. A gente pega um peixe, é fácil. E quer fazer uma rocinha, tem o lugar para fazer”, desabafa o índio apiacá Ovídio Pereira.
Desses índios, muito pouco se conhece da história. Assim como as folhas das árvores escondem os pássaros, as folhas secas, mortas no chão, às vezes escondem também a história. Afastando uma camada superficial, encontramos uma terra escura, que os arqueólogos chamam de terra preta arqueológica. É um indicativo de que toda a área já foi uma aldeia indígena. Cavando um pouco, encontramos cacos da história, pedaços de vasos, alguns decorados e outros utensílios. Difícil saber qual etnia indígena existia no local, já que a região tem índios tapajós, mundurucus, caiabís e apiacás. É provável que uma árvore enorme que existe no local não existia quando os índios estavam ali.
Até agora, já foram encontrados nessa região 26 sítios arqueológicos. A construção das barragens vai afetar os índios remanescentes e também a história deles.
“As informações passadas para nós é de que 90% vão ficar embaixo d'água”, alerta José Sales de Souza, chefe substituto do Parque Nacional da Amazônia.

Ativistas protestam por direitos dos animais em Madri

Denúncia é contra morte de animais para produção de casacos de pele.
Manifestantes se deitaram nus no chão com corpos pintados de vermelho.

Do G1, com agências internacionais
 
 
Ativistas de uma organização internacional de direitos dos animais realizaram neste domingo (4) um protesto na Plaza de Espana, em Madri, para denunciar a morte de animais para a produção de casacos de pele (Foto: Dani Pozo/AFP)Ativistas de uma organização internacional de direitos dos animais realizaram neste domingo (4) um protesto na Plaza de Espana, em Madri, na Espanha, para denunciar a morte de animais para a produção de casacos de pele (Foto: Dani Pozo/AFP)
Enrolados uns nos outros, homens e mulheres deitaram nus no chão com os corpos pintados de vermelho, para simbolizar sangue. A movimentada praça e cercada de cinemas, cafés e restaurantes (Foto: Dani Pozo/AFP)Enrolados uns nos outros, homens e mulheres deitaram nus no chão com os corpos pintados de vermelho, para simbolizar sangue. A movimentada praça é cercada de cinemas, cafés e restaurantes (Foto: Dani Pozo/AFP)