segunda-feira, 19 de novembro de 2012

COMEÇOU A REVITALIZAÇÃO DO RIO PIRANHAS

Graças ao empenho de dezenas de jovens realizamos neste domingo dia 18 nosso primeiro trabalho de revitalização do rio piranhas, trabalho este que faz parte de um projeto onde se estenderá até o dia 02 de 12.
CONFIRAM A PROGRAMAÇÃO:
DIA 22 DE NOVEMBRO: AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA MUNICIPAL DE JARDIM DE PIRANHAS COM DR. JAIR, VEREADORES, MP E AUTORIDAES LOCAL.
DIAS 27, 28, 29 E 30  DE NOVEMBRO,VISITA DO IDEMA AS ESCOLAS E AO RIO FAZENDO PLANTIO DE MUDAS DA MATA CILIAR.
DIA 02 DE DEZEMBRO: DIA DO REFLORESTAMENTO E REVITALIZAÇÃO DO RIO PIRANHAS.
IDEALIZADOR: DIASSIS SILVA















sábado, 10 de novembro de 2012

URBANISMO SUSTENTÁVEL: O QUE SÃO PAULO QUER SER QUANDO CRESCER.


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Entre as cidades acompanhadas pela consultoria Price WaterHouse Coopers (PwC), a Região Metropolitana de São Paulo é uma das que mais faltam planejamento e articulação de políticas públicas urbanas. Esta uma das principais conclusões do estudo Cidades de Oportunidades feitas pela consultoria.
O resultado concreto disto é a colocação em penúltimo lugar entre as 27 cidades acompanhadas no ranking. Como um aluno que tira a maioria de notas medíocres, algumas notas jogam para baixo a cidade como um todo. Atrás de São Paulo, fica apenas a mancha metropolitana de Mumbai, na Índia.
“Eu diria que a falta de planejamento é o fator mais importante”, concluiu Richard Dubois, que elaborou o capítulo paulista para o estudo. “Estamos muito bem culturalmente e em abertura para fazer negócios”.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Projeto transforma bitucas de cigarro em papel

Projeto de três estudantes da Favela de Heliópolis pretende reutilizar as 34,2 milhões de bitucas de cigarros descartadas por dia em São Paulo

Bruno Deiro, da
Fernando Moraes/Veja São Paulo
Bitucas de cigarro em rua de São Paulo
Bitucas de cigarro em rua de São Paulo: iniciativa dos estudantes, chamada de Sementuca, transforma os resíduos em folhas de papel semente
São Paulo - Três estudantes da Favela de Heliópolis desenvolveram um projeto para reutilizar as 34,2 milhões de bitucas de cigarros descartadas por dia na capital. A iniciativa, chamada de Sementuca, transforma os resíduos em folhas de papel semente. Segundo os jovens, de 16 a 18 anos, a ideia veio depois da Lei Antifumo, que entrou em vigor em agosto de 2009. "Aumentou muito o número de bitucas jogadas nas calçadas da cidade e isso nos incomodava", diz Alan Melo, um dos três alunos da Escola Técnica Estadual Heliópolis.


O projeto foi desenvolvido no curso de Administração e ajudou os garotos a aprender conceitos de química para colocar a ideia em prática. Antes de formar a pasta de celulose, as bitucas são limpas em uma solução química que tira o odor do fumo. O experimento envolveu 200 gramas (cerca de 300 bitucas), que conseguiram produzir sete folhas de papel em tamanho A4.
"Usamos 50% de bituca e 50% de papel reciclado na produção, mas o processo pode ser feito apenas com as bitucas", afirma Vinicius de Souza, que também integra o projeto. Com as melhores notas da escola,ele ganhou uma bolsa do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, que mantém a escola, e passou o mês de setembro na cidade de Chicago, nos Estados Unidos, fazendo cursos na área.
O projeto foi apresentado na 6.ª Feira Tecnológica do Centro Paula de Souza, que acaba hoje, na Expo Barra Funda. Foram apresentados mais de 280 projetos de escolas técnicas do Estado. Vinícius diz que o grupo tem a intenção de levar a ideia adiante. "O processo é artesanal, mas pode ser feito em escala maior se houver empresas interessadas", afirma.
Coordenadora do projeto, a professora Taís Bisbocci conta o próximo passo é fazer um registro na Biblioteca Nacional, no Rio. A esperança é de que o projeto seja apresentado na Feira Brasileira de Ciências (Febrace) da USP, o que poderia render convites para feiras internacionais.
As bitucas usadas pelos alunos de Heliópolis foram fornecidas pela empresa Bituca Verde, que busca soluções para o problema. Nesta quinta-feira, eles apresentam na Feira do Empreendedor, promovida pelo Sebare, em São Paulo, um projeto que pretende reutilizar as bitucas nas indústrias siderúrgica e cimenteira. "Já temos companhias interessadas",afirma o gerente comercial, Fabiano Russo. "É preciso buscar alternativas, pois não há uma legislação específica para este tipo de resíduo, cada vez mais comum nas ruas e calçadas." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A VIDA DO RIO PIRANHAS DEPENDE DE CADA UM DE NÓS.


ASSIM NÃO DÁ MAIS PRA FICAR, EMBARQUE NESTA VIAGEM DIA 11 DE 11 ENCONTRO NA PONTE DO RIO PIRANHAS AS 08 HORAS DA MANHÃ, DIA 22 DE 11 AUDIÊNCIA PÚBLICA AS 19 HS NA CÂMARA MUNICIPAL, DIA 02 DEZEMBRO DIA DO REFLORESTAMENTO E REVITALIZAÇÃO DO RIO PIRANHAS EM JARDIM DE PIRANHAS, ATENÇÃO CIDADES RIBEIRINHA, COPIA ! VALE A PENA VAMOS JUNTOS, O NOSSO RIO PEDE SOCORRO.

Água disponível no mundo vive efeito "James Bond"

Apenas 0,007% deste recurso está disponível de forma sustentável, afirma vice-presidente do Conselho Mundial da Água, o que torna cada gota uma questão política urgente

Marcelo Spatafora
Benedito Braga, vice-presidente do Conselho Mundial da Água
São Paulo - O acesso a água é um direito humano universal, mas uma em cada sete pessoas no mundo não tem acesso a este recurso tão essencial à vida, enquanto 15% da população vive sem esgoto tratado. Se ainda hoje, quando somos 7 bilhões de pessoas, não conseguimos sanar esse mal, como assegurar que as próximas gerações tenham o básico?
Foi com esse pensamento que o vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, abriu o EXAME Fórum Sustentabilidade, na manhã desta quarta-feira em São Paulo. Há motivos para preocupação, afinal apenas 2,5% da água que cobre o planeta é doce, mas na prática, apenas uma fração mínima está disponível para a população de forma sustentável: ínfimos 0,007%. "É o que chamo de efeito James Bond", disse Braga.
Segundo o especialista, a gestão deste recurso natural é cada vez mais uma questão eminentemente política, principalmente para os países em desenvolvimento. Mais do que descobrir formas de fazer um uso sustentável deste recurso, o terceiro mundo precisa se unir para encontrar soluções.
"A fragmentação institucional da gestão hídrica nos países em desenvolvimento é um problema a nível nacional e internacional. Pelo menos 40% da população humana vive em bacias e rios compartilhados por dois ou mais países", pontuou Braga. "Para rios transfronteiriços, a questão da gestão do recurso é uma barreira politica de difícil transposição".
Síria e Iraque, dois países que dividem os rios Tigre e Eufrates, é um exemplo do tamanho do desafio. "A disposição de sentar à mesa para discutir a gestão do recurso hídrico está longe de sair do papel", sublinhou.
A tarefa não é simples, mas é preciso avançar. A segurança hídrica é uma questão sensível nessas regiões, especialmente, no continente africano, onde a baixa incidência de chuva resulta em crescimento pífio do PIB, segundo Braga.
"Nos países desenvolvidos, o potencial hidroelétrico já foi quase totalmente desenvolvido. Na América do Sul, é de 70%, mas na África, não passa de 10%", destacou.

Um maior envolvimento do setor privado poderia ajudar a equacionar esse problema, mas a dificuldade de remuneração de capital na ceara hídrica afasta o setor de negócios. "Daí se explica porque instituições publicas tem tido maior envolvimento, mas é preciso avançar. E a parceria público-privada pode ser um caminho promissor", concluiu.

Empresas e governo têm de se alinhar pela sustentabilidade

Para ministra do Meio Ambiente, planejamento de longo prazo das empresas passa pelo acesso aos recursos naturais, e é hora de governo e iniciativa privada se alinharem

Marcelo Spatafora
Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no Fórum EXAME de Sustentabilidade 2012
Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, no EXAME Fórum de Sustentabilidade 2012: negócios e desenvolvimento sustentável não estão em lados opostos da balança
São Paulo – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu hoje que o setor privado é imprescindível para a preservação dos recursos naturais do Brasil, com destaque para a água. E que o governo quer alinhar sua visão de negócios com as companhias em relação ao desenvolvimento sustentável. “Tem uma visão conservadora da empresa apenas como usuária dos recursos (naturais). E tem uma visão contemporânea da empresa como estratégica para a gestão dos recursos. A primeira visão é de curto prazo. A segunda, de médio e longo prazos”, disse a ministra durante o EXAME Fórum de Sustentabilidade 2012, que debate nesta quarta-feira o futuro da água no país e no mundo.

A ministra reconheceu que a necessária participação do setor produtivo tem de ser acompanhada de mudanças na legislação. “A lei precisa ser repaginada e precisa trazer novos patamares legais de regulação que permitam o engajamento do setor privado”, afirmou Izabella.
Hoje, o envolvimento neste sentido ainda é visto muitas vezes como fardo e peso para a competitividade brasileira.
”O produtor reduz o desmatamento na Amazônia, mas não é recompensado por isso, quando na verdade o licenciamento ambiental deveria assegurar o melhor projeto para você ser mais competitivo”, reconheceu a ministra.
Um dos caminhos para isso, na avaliação dela, será fazer com que o cuidado com a gestão dos recursos naturais seja integrado ao processo de produção.
De acordo com Izabela Teixeira, 70% da água potável brasileira é consumida na agricultura, mas este recurso natural não é contabilizado, enquanto a China, por exemplo, já cobra da Europa créditos de carbono que usa para produzir parte dos itens que exporta ao continente europeu.
“O nosso desafio é mostrar que política ambiental condiciona o desenvolvimento. Não é restrição”, afirmou a ministra.